Como está o mercado de trabalho formal no Brasil: o que os dados do CAGED mostram
Entre agosto de 2025 e julho de 2026, o saldo de emprego formal no Brasil variou de -618.164 (dezembro de 2025, o pior mês) a +255.321 (fevereiro de 2026, o melhor mês), fechando julho de 2026 em +58.568 vagas líquidas.
O que o Novo CAGED mede
O Novo CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) registra toda admissão e todo desligamento com carteira assinada no Brasil. A diferença entre os dois — o saldo — mostra se o país está, no total, criando ou destruindo vagas formais naquele mês.
Doze meses de altos e baixos
Nos doze meses fechados mais recentes (agosto de 2025 a julho de 2026), apenas dois meses tiveram saldo negativo: dezembro de 2025 (-618.164) e janeiro de 2026 (-56.800). Todos os outros dez meses fecharam positivos, com destaque para fevereiro de 2026 (+255.321) e março de 2026 (+228.208).
Por que dezembro é diferente
O mergulho de dezembro não é um sinal de crise pontual — é um padrão sazonal recorrente: contratos temporários de fim de ano terminam, e o custo do 13º salário e das férias coletivas leva muitas empresas a concentrar desligamentos no fim do ano. Janeiro, o mês seguinte, também costuma ser fraco antes da retomada de contratações no início do ano.
Fonte e metodologia
Números calculados a partir dos microdados públicos do Novo CAGED, Ministério do Trabalho e Emprego. Ver Metodologia e o Painel de Emprego completo, por setor.